segunda-feira, 14 de março de 2016
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
O que é espiritualidade franciscana?
Quando se fala de espiritualidade franciscana, está-se falando da espiritualidade de um grupo que busca partilhar, entre si e com a sociedade em que vive, o seu modo de viver que teve seu início com Francisco de Assis. É praticamente impossível compreender a espiritualidade franciscana, se não soubermos pelo menos um pouco sobre Francisco de Assis. Isso porque ele encarnou tão profundamente a espiritualidade do Evangelho em sua existência que se torna impossível falar da espiritualidade franciscana sem falar da existência de Francisco. Espiritualidade e existência identificam-se em Francisco.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Os valores da Espiritualidade Franciscana
Frei Regis Daher

Da vida e do modo de ser de São Francisco nasceu uma inspiração de vida, um caminho. A espiritualidade franciscana é fundamentalmente seguimento do Cristo pobre, humilde e crucificado. E o seguimento torna-se um encantamento, que por sua vez leva à configuração com o Cristo.
Algumas características desta espiritualidade:
1. Espiritualidade evangélica
'A vida e a regra' franciscana é o próprio evangelho; vida de conversão para o evangelho.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Itinerário Franciscano
. ..A página deste número foi tirada do livro: Itinerário da Alma Franciscana, de Frei Leão Veuthey, OFMConv.. traduzido do italiano e publicado pelos franciscanos de Montariol-Braga em 1948. Tiramos uma página do fundo do baú!
Que não se estranhe o jeito “português” de escrever. Que não se critique um certo estilo antigo de falar das coisas. Há, quem sabe, aqui ou ali, uma concepção de espiritualidade meio superada. Cada um leia o texto com senso crítico. Os círculos ou grupos vocacionais franciscanos poderão, com proveito, refletir sobre este tema.
1. Itinerário de vida
Antes de empreender uma grande viagem, começa-se por organizar o itinerário: o termo que se deseja alcançar, o caminho a seguir, e os diversos meios necessários e apropriados para chegar ao fim. Ora, o homem é um viageiro sobre a terra; vai passando por um tempo muito breve, sempre a caminho da eternidade, para onde o impele uma força irresistível, uma necessidade insuperável.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Quaresma de São Miguel
O que é “Quaresma de São Miguel?
Tempo forte de oração em que nos colocamos em oração e penitencia, suplicando a intercessão de São Miguel por nossas intenções particulares, por nossas famílias.a Quaresma a São Miguel Arcanjo
é um tempo especial de
oração e penitência...
São Francisco foi um santo que, na sua vida mortal procurava nutrir muito sua alma, para não esfriar o seu amor por Jesus, com um espírito de oração e sacrifício muito grande. Para tanto, ele realizava, por ano, três quaresmas, além de um outro período de jejum e oração em honra da Mãe de Deus, pela qual tinha um doce e especial amor, que ia da festa de São Pedro e São Paulo Apóstolos à festa da Assunção de Nossa Senhora. Foi de um modo muito especial que, na Quaresma de São Miguel Arcanjo, Deus coroou Francisco de graças abundantes, dentre elas a de marca-lo em seu corpo, pelo profundo desejo de imitar ao seu Filho Jesus Cristo, com os sinais de sua Paixão. Todas essas quaresmas eram realizadas no Monte Alverne. (Alverne: “verna” vem de “vernare”, verbo utilizado por Dante e que significa “fazer frio”; gela.)
sexta-feira, 30 de março de 2012
As cerimônias da Semana Santa
A última semana da Quaresma é denominada como Semana Santa. Ela é a última a semana que encerra os quarenta dias que antecedem a páscoa da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nessa semana a Igreja celebra os principais episódios do mistério da Paixão.
As cerimônias que se fazem durante este período, são solenes e cheias de significado. Vamos enunciar cada uma delas em seus respectivos dias:
Domingo de Ramos
O Domingo de Ramos (Dominica in palmis), é que propriamente da início à Semana Santa. Nesse domingo comemora-se a entrada triunfante de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém, seis dias antes de sua Paixão.
sexta-feira, 23 de março de 2012
“O homem novo se alimenta da Palavra!”
Por Frei Almir Ribeiro Guimarães
O fruto da Sagrada Escritura não é um fruto qualquer, mas a plenitude da felicidade eterna. De fato, a Sagrada Escritura é precisamente o livro no qual estão escritas as palavras de vida eterna, porque não só acreditamos mas também possuímos a vida eterna, em que veremos, amaremos e serão realizados todos os nossos desejos (São Boaventura, Breviloquium).
segunda-feira, 5 de março de 2012
O significado da Transfiguração de Jesus
O episódio misterioso da Transfiguração de Jesus sobre um monte elevado, o Tabor, diante de três testemunhas escolhidas por ele: Pedro, Tiago e João, se situa no contexto a partir do dia
em que Pedro confessou diante dos Apóstolos que Jesus é o Cristo, “o Filho de Deus vivo”. Esta confissão cristã aparece também na exclamação do centurião diante de Jesus na cruz: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39), pois somente no Mistério Pascal o cristão pode entender o pleno significado do título “Filho de Deus”.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Francisco continuamente refletia com Amor a Palavra de Deus em seu Coração.
O Poverello de Assis palmilhou a estrada de sua existência no e a partir do Evangelho de Cristo. Foi na Sagrada Escritura que Francisco encontrou aconchego, conselho e exortações para sua vida. Na Palavra de Deus o Homem de Assis soube certamente buscar o que ansiava sua alma, e estabeleceu nesta Palavra o fundamento de sua vida.
São Francisco radicalmente viveu o Evangelho, não porque era um homem santo desde seu nascimento, pelo contrário, soube abrir espaço em seu coração para escutar, amar, refletir e viver a Palavra de Deus. Seu Hagiógrafo, Celano escreve que Francisco era uma homem sem muita instrução, no entanto, iluminado por Deus acolheu a Boa-Nova e a colocou em sua vida.
domingo, 9 de outubro de 2011
A Mistagogia de São Francisco de Assis
Por Frei Edson Matias, OFMCap.Francisco nos deixou um Testamento. Nele não fez outra coisa a não ser relembrar sua experiência inicial com o senhor e como foi aos poucos deixando o mundo. Interessante notar que o santo volta a todo o tempo àqueles momentos iniciais de sua caminhada, ao mesmo tempo em que olha ‘para trás’ (não como a mulher de Ló, Gn 19,26) não perde a visão rumo ao futuro. Diz ele no início do Testamento:
O senhor deu a mim, Frei Francisco, começar a fazer penitência assim: como tivesse em pecado, parecia-me demasiadamente amargo ver leprosos. E o próprio Senhor conduziu entre eles e fiz misericórdia com eles. E afastando-me deles, aquilo que me parecia amargo, converteu-se em doçura da alma e do corpo; e, em seguida, detive-me mais um pouco e saí do mundo. (T, p. 83).
domingo, 2 de outubro de 2011
A gratuidade nas relações fraternas
Por Frei Edson Matias, OFMCap.
"E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão." (Jo 4, 21).Nossa vida franciscana está fundada naquela descoberta que realizou Francisco de Assis: a fraternidade. Essa por sua vez rompe nossos círculos de amizades e até mesmo de relacionamentos de parentesco. Entretanto, essa descoberta se faz essencialmente na pessoa de Jesus Cristo. Logo, descobrimos tal riqueza e depois a universalizamos na convivência fraterna, pois Deus se faz presente no irmão. Todavia, devemos reconhecer, na maioria das vezes, nosso mau entendimento de fraternidade.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
A EXPERIÊNCIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS NO MONTE ALVERNE
Denize Ap. Marum Gusmão
(Ministra Regional)
Quando o Conde Orlando presenteou Francisco com o Monte Alverne, o homem de Deus aceitou-o sob a condição de que aquela montanha seria o lugar ideal para oração, a penitência e a contemplação.
Lugar que mais tarde testemunhou a união íntima e perfeita de Deus com o pobrezinho de Assis, quando o seu ardor seráfico e a solitária beleza do lugar levavam o santo ao êxtase da alma e, ao êxtase dos sentidos e da visão, a Frei Leão que trêmulo de espanto, por muitas vezes, viu-o elevado do chão, absorto em Deus. Era o ápice da experiência do Alto acontecendo na vida dele, colóquio sublime da sua alma com o Altíssimo.
domingo, 28 de agosto de 2011
"Considerai o lugar da habitação de Deus digno de todo temor!"
Dos escritos do Bem-aventurado Frei Tomás de Celano.
O servo de Deus Francisco, pequeno de estatura, humilde de espírito e menor por profissão, escolheu para si e para os seus uma pequenina porção deste mundo , enquanto neste século tinha de viver, pois, de outro modo não poderia servir a Cristo sem ter alguma coisa do mundo. Então não deve ter sido sem a presciência do oráculo divino que, desde os tempos antigos, foi chamado de Porciúncula o lugar que devia cair por sorte para aqueles que não queriam ter absolutamente nada do mundo.terça-feira, 9 de agosto de 2011
Em Altíssima Pobreza
Requalificar a opção pela pobreza, a minoridade, a expropriação e a restituição
"Nos anos seguintes à morte de Francisco, Clara nos aparece acima de tudo como aquela que sustenta o ideal de pobreza estabelecido pelo santo.
O que é a pobreza, ensinou-lhe bem São Francisco, que afirma na Regra primeira dos Frades Menores: “ Empenhem-se todos os frades a seguir a humildade e a pobreza do Nosso Senhor Jesus Cristo e lembrem-se que nada devemos possuir das coisas do mundo, a não ser, como diz o Apóstolo: - Tendo alimento e o que vestir-nos, contentemo-nos disso” (Cap.IX). E no Testamento: “ Guardem-se os frades de possuir igrejas, pobres habitações e tudo aquilo que para eles for construído, se não tiver de acordo com o estado de pobreza que prometemos na Regra: e nelas permaneçam sempre como forasteiros e peregrinos”.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Vocação Franciscana
A vocação à vida religiosa franciscana é um modo especial de seguir Jesus Cristo nas pegadas de São Francisco de Assis.
O modo de vida Franciscana
Quem são os Franciscanos?
Os Franciscanos são pessoas que fizeram uma opção: a de deixar que Deus realize em sua vida o seu plano de amor, e busca viver o Evangelho como Francisco viveu.
A vida Religiosa Franciscana caracteriza-se por alguns aspectos particulares
domingo, 8 de maio de 2011
MÃES DE CORAÇÃO FRANCISCANO
Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
1. Uma das pessoas mais importantes de nossa vida e do mundo é, sem dúvida, a figura da mãe. O tema é vasto e polêmico e pode ser visto de diferentes maneiras. Não podemos fazer coro com a sociedade de consumo que, de modo particular no mês de maio, faz das mães objeto de consumo. As lojas mais simples e aquelas de grife esperam sempre um faturamento excepcional por ocasião da festa das mães. Querem aumentar suas vendas de não sei quantos por cento... com relação ao ano passado....Por isso, nesse tempo cortejam a mãe...simplesmente por interesse...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Sexta-feira Santa
A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe transpassou o lado.
São João, nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura.
sábado, 16 de abril de 2011
A Semana Santa
Sem dúvida, a Semana Santa é o ponto mais alto da vida da Igreja. Do domingo dos Ramos até a festa da Páscoa, vivemos momentos de profunda intimidade com o Mestre que deu a vida para os seus e ressuscitou para inaugurar um mundo novo.
Os cristãos celebram, no Domingo de Ramos, a entrada gloriosa de Jesus em Jerusalém. Todos aclamamos Cristo como nosso Rei e, com os lábios e gestos, o proclamamos o Rei bendito que deveria vir.
quinta-feira, 10 de março de 2011
PEREGRINOS E FORASTEIROS Itinerário a ser percorrido no tempo da quaresma
Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM
1. Francisco apreciava enormemente esta expressão do Novo Testamento. Somos peregrinos e forasteiros neste mundo. Não nos instalamos. Sempre em marcha, sempre descobrindo novos horizontes, sempre com um bastão na mão, sempre atento às novidades do caminho, sempre acolhendo os que chegam de outras estradas desejando caminhar conosco. Nós, frades, experimentamos muitas vezes a alegria do peregrino, sem muita bagagem, sem seguranças exageradas. Digo muitas vezes, porque muitas outras vezes somos sedentários, pessoas que nos instalamos em nossas posições e impedimos que o Senhor e a vida nos mostrem horizontes deslumbrantes e que poderiam renovar o mundo segundo o coração do Senhor. Ser peregrino e caminhante não significa apenas deslocar-se fisicamente, mas não permitir que o coração se satisfaça com as migalhas adquiridas e sempre olhar na direção do amanhã. Ora, o tempo da quaresma faz a delícia dos que têm a alma de peregrinos.



