Na segunda vida de Tomás de Celano temos o relato: “Este santo afirmava que o remédio mais seguro contra as mil insídias e astúcias do inimigo é a alegria espiritual (...) O demônio exulta, acima de tudo, quando pode surrupiar ao servo de Deus a alegria do espírito. Ele leva um pó que possa jogar, o mais possível, nas pequenas frestas da consciência e sujar a candura da mente e a pureza da vida. Mas, quando a alegria espiritual enche os corações, em vão a serpente derrama o veneno letal (...) Quando, porém, o espírito está choroso, desolado e tristonho, é facilmente absorvido pela tristeza ou levado a alegrias vãs. Por conseguinte, o santo esforçava-se por manter-se sempre na alegria do coração, por conservar a unção do espírito e o óleo da alegria. Com o máximo cuidado evitava a péssima doença da tristeza, de modo que, quando a sentia a penetrar na mente, ainda que um pouquinho, corria o mais depressa possível à oração” (2Cel 125).
terça-feira, 28 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
OFS: revisitar o seu interior em vista da missão
ORDEM FRANCISCANA SECULAR DO BRASIL
Capítulo Ordinário Avaliativo
Campo Largo, PR
17 a 19 de março de 2017
Tema: Franciscano secular: revisitar o seu interior em vista da missão
Lema: Uma formação que motive e acenda a chama
Neste mês de março, os franciscanos seculares do Brasil estarão reunidos em Capítulo Avaliativo, no município de Campo Largo (PR). Apresentamos aos leitores deste site algumas ideias centrais a respeito do tema escolhido: revisitar o interior em vista da missão. Redescobrir o “lugar do coração” para que a nossa missão seja significativa e não apenas “nuvens sem água”.
Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM, Assistente Nacional pelos Menores
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Papa Francisco: 15 Simples atos de caridade para Quaresma
Para a Quaresma o Papa Francisco propõe 15 simples atos de caridade que ele mencionou como manifestações concretas de amor:
1. Sorrir, um cristão é sempre alegre!
2. Agradecer (embora não “precise” fazê-lo).
3. Lembrar ao outro o quanto você o ama.
4. Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
5. Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
6. Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de você.
7. Animar a alguém.
8. Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
9. Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
10. Ajudar a alguém para que êle possa descansar.
11. Corrigir com amor; não calar por medo.
12. Ter delicadezas com os que estão perto de você.
13. Limpar o que sujou, em casa.
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos.
15. Telefonar para seus pais.
O MELHOR JEJUM
• Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
• Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
• Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
• Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e otimismo.
•Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
• Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
• Jejum de tensões e encher-se com orações.
• Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
• Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
• Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
• Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.
Uma santa Quaresma a todos.
sábado, 17 de setembro de 2016
IMPRESSÃO DAS CHAGAS DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
No dia 17 de setembro a Família Franciscana celebra, em todo o mundo, a festa da impressão das Chagas, também chamada de Estigmas de São Francisco de Assis. A introdução litúrgica da Missa e Liturgia das Horas diz o seguinte:
“O Seráfico Pai Francisco, desde o início de sua conversão, dedicou-se de uma maneira toda especial à devoção e veneração do Cristo crucificado, devoção que até a morte ele inculcava a todos por palavras e exemplo. Quando, em 1224, Francisco se abismava em profunda contemplação no Monte Alverne, por um admirável e estupendo prodígio, o Senhor Jesus imprimiu-lhe no corpo as chagas de sua paixão. O Papa Bento XI concedeu à Ordem dos Frades Menores que todos os anos, neste dia, celebrasse, no grau de festa, a memória de tão memorável prodígio, comprovado pelos mais fidedignos testemunhos.” Da legenda Menor, de São Boaventura, bispo (De Stigmatibus sacris, 1-4; ed. Quaracchi 1941, p. 202-204). Pelos sagrados estigmas Francisco se tornou imagem do Crucificado.
sábado, 26 de março de 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Padroeira e Rainha da OFS
Frei Clarêncio Neotti, OFM
Estamos diante de um mistério. Ou seja: diante de um fato que nossa inteligência, por ser conhecidamente limitada, não consegue abranger nem explicar por inteiro. O mistério não contradiz a razão humana, mas a excede.
O privilégio da Imaculada Conceição não se refere ao fato de Maria de Nazaré ter sido virgem antes, durante e depois do parto de Jesus. Não se refere ao fato de ter ela concebido o filho sem o concurso de homem, mas por obra e graça do Espírito Santo. Não se refere ao fato de Maria não ter cometido nenhum dos pecados que nós costumamos fazer, confessar e nos esforçamos por evitar. Refere-se ao fato de Deus havê-la preservado da mancha com que todas as criaturas humanas nascem, mancha herdada do pecado cometido por Adão e Eva. A teologia chama esta mancha de “pecado original”. Original, não porque nascemos como fruto de um ato sexual. Mas original, porque se refere à origem de toda a humanidade, ou seja, aos nossos primeiros pais, que a Bíblia chama de Adão e Eva.
A Sagrada Escritura ensina-nos que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Não o fez por necessidade, mas num gratuito gesto de amor. Criado por amor, o ser humano estava destinado a uma plena e eterna comunhão com Deus. Comunhão tão íntima e divina, que o próprio Filho de Deus dela poderia participar sem nenhuma diminuição de sua divindade.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
O Advento com S. Francisco
“Deus, disse São Francisco, é Trindade e Unidade, Pai e Filho e Espírito Santo, criador de todas as coisas e salvador de todos os que nele creem, esperam e o amam... sem início e sem fim, imutável, invisível, inenarrável, inefável, incompreensível, insondável...”.
Deus é mistério...! Este mistério é revelado a nós pelo Verbo que se fez carne: o Pai enviou-nos o Filho e o Espírito Santo. O Verbo, encarnado no seio da Virgem Mãe é Jesus, o Senhor.
No Ano litúrgico, a Igreja (nascida do lado aberto de Jesus e, por isso, sua esposa) apresenta a vida de Jesus nos seus mistérios. Jesus que nasce; Jesus que anuncia o Reino; Jesus que assume todos os males e a morte no seu sacrifício, revelação suprema de Deus – Amor; Jesus que ressuscita e que se manifestará na sua glória, dando glória ao Pai.
Deus, diz São Francisco, “é Salvador de todos os que nele creem, esperam e o amam...” É Salvador: Ele nos envia o seu Filho para que nós, criaturas humanas, possamos conhecê-lo e receber a força do Espírito Santo para agir segundo seu exemplo e sermos reconhecidos por Ele como filhos.
O Ano litúrgico é, portanto, a vida de Jesus oferecida à nossa reflexão e oração para que possamos assimilá-la, torná-la nossa até Cristo viver em nós.
O Ano litúrgico começa pelo Advento: “ad- venio”: é Deus que vem ao nosso encontro... O Advento é preparação ao Natal... Depois de ter evidenciado estas verdades, será que podemos viver o Advento pensando somente em preparar o presépio, as luzes, músicas e presentes, ou antes, empenharmo-nos no conhecimento maior deste mistério, na vivência das virtudes cristãs, numa vida mais coerente com a nossa Fé?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Advento, caminhada para o Natal do Senhor
Por: Frei Alberto Beckhäuser, OFM
Advento significa vinda, chegada! Advento é tempo de preparação para a vinda do Senhor, bem como a própria vinda na celebração, pela mudança de vida, a prática da justiça e da caridade.
Natal significa nascimento, nascimento de Jesus Cristo. É vinda de Jesus Cristo, vinda celebrada e atualizada na celebração do seu Natal. O nascimento de Jesus Cristo é o centro das festividades do Natal.
As celebrações do ciclo de Natal referem-se à vinda de Deus para morar entre os seres humanos. No centro de tudo está o Menino Deus envolto em faixas, e não o papai Noel com seus presentes nem a Ceia de Natal. Este seria o natal do comércio alimentado pelo consumo.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
A natureza do "Amor Franciscano"
Por Fr. Demelli, OFM

É exato dizer, como tantos já o fizeram, que o amor é o característico de São Francisco? Nada mais Verdadeiro: São Francisco possui uma capacidade de amar superior ao comum não só dos homens, mas até dos santos ... O que distingue um santo de outro santo, um homem de outro homem (pois nada de fato revela melhor o valor de um homem) é o seu modo de amar.
O modo de amar de São Francisco é confiança e é renúncia, que se expandem em ação e em pobreza...Todavia desde que, para um homem de seu temperamento, o amor é fonte de ação, ele pergunta imediatamente a si mesmo: Que devo fazer? - e como o Evangelho responde: "Quem me ama observa meus mandamentos", ele não sente necessidade de consultar um diretor espiritual, não projeta entrar num monastério, mas contenta-se, para resolver suas perplexidades, em abrir o Evangelho e tomar o conselho que ali achar como se tivesse sido a ele dirigido e segui-lo ao pé da letra...
Amando deste modo concreto, a devoção de São Francisco se dirige especialmente à humanidade do Filho de Deus, sobretudo onde esta mais sofreu e se humilhou; em Belém, no Calvário, na Eucaristia....
Fonte:Vocacões Franciscana
acessado em 25/10/14
sábado, 25 de outubro de 2014
Vocação: Um Chamado de Amor e Doação
Por: Tiago Signorini
Existem diversas situações na vida em que temos a impressão de caminhar sem rumo. As ambições humanas, a sociedade cheia de injustiças, a violência, a corrupção, a perversidade do mundo moderno que faz do homem e da mulher um ser consumista e até ‘descartável’ nos desorientam. Mas o amor de Deus, que nos ama incondicionalmente, não pode passar despercebido. Ele nos chama à vida. Eis aí nossa primeira vocação e a razão para não perdermos a esperança.
Vocação é justamente o sinal de que Deus nos ama, independente do caminho prático que escolhemos seguir. Mas, corremos o risco de achar que vocação é apenas assunto de padre e freira! Engano nosso. Todos somos vocacionados.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
A Alegria Franciscana
A alegria franciscana abrange todas as fontes de satisfação humana e cristã. Entre as fontes humanas é muito importante a contemplação da beleza que arrebatava São Francisco mesmo durante as torturas de doença, e que ainda lhe permitiam rever as estrelas e as flores, a terra e o fogo, a água e o vento, quando já os seus olhos inflamados não permitiam mais discernir os objetos; aquele gosto pela arte e pela música, em particular que despertava nele o desejo de ouvir tocar a cítara, durante suas noites de dolorosa insônia, e lhe inspirava a necessidade de cantar até na agonia.
Em vez de se concentrar sobre suas próprias dores, o que é supremo egoísmo, o franciscano deixa-se imergir na harmonia do universo; essa harmonia proporciona-lhe o esquecimento de si mesmo e um sutil prazer, mesclado de melancolia, a qual se dissipa como uma neblina, quando da admiração pelas criaturas ele consegue se elevar até à gratidão pelo Criador (…).
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
A Utopia de Francisco se fez Clara
Por Frei Vitório Mazzuco Filho
…O que sabemos da mãe do nosso movimento? Ela não é a sombra de Francisco, mas brilha com ele na primavera da sociedade e da igreja medieval até os tempos atuais. Cidadãos de Assis e cidadãos do mundo, os dois são portadores de uma personalidade forte e original. Há 800 anos o Movimento de Assis sacode o mundo com valores profundamente humanos e divinos, nele o Evangelho faz estrada. E desde então temos esta Mulher Nova que nos legou um modo de amar e um modo de abraçar a revolução que vem da altíssima pobreza.
O título acima é de uma obra coletiva italiana publicada pela Cittadella Editrice e remete à escolha comum do Evangelho. Clara não é fotocópia de Francisco mas é o lado feminino do projeto sonhado por ele. Ela viveu o discipulado como uma mestra autônoma e responsável do mesmo projeto de vida evangélica. Por séculos Clara ficou desconhecida por que culturalmente achamos que experiências, escritos, mística, espiritualidade, carisma fundacional, capacidade de conduzir grupo religioso é atribuição apenas de homem; aliás, descobrir o potencial feminino é o que falta ainda no processo de conversão da própria eclesialidade.
sábado, 2 de agosto de 2014
Perdão de Assis
Compreender o verdadeiro significado da Porciúncula também é importante para adentrar na essência desta data, de acordo com Frei Fidêncio. Para os franciscanos, ela é muito mais que a igreja pobre e simples que os monges beneditinos concederam a Francisco e seus companheiros, que cresciam em número de forma significativa.
“Foi ali que São Francisco ouviu o Santo Evangelho do envio missionário dos 12 apóstolos e, após pedir explicações ao padre ao final da Missa, exclamou: ‘É isso que desejo e quero!’. É o local da grande descoberta da vocação, é também onde Santa Clara se consagrou e os frades se congregavam para tomar decisões, rezar, se encontrar. Ali nasceu a forma franciscana de vocação à vida evangélica. Quando falamos em Porciúncula, reunimos todos os elementos e valores da nossa espiritualidade; representa a essência do carisma”, explica.
Para entender melhor o significado da data, é preciso remontar ao ano de 1216.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Páscoa e Francisco de Assis
Falar de Francisco e da Santa Páscoa vivido por ele é tão diferente dos conceitos normais que temos hoje sobre as celebrações pascais!
1. Páscoa: caminhar neste mundo como Peregrinos e Forasteiros!
(Francisco no domingo da Páscoa)
De primeira vista, temos o episódio de Francisco no dia da Páscoa, narrado por São Boaventura: “Certa vez, no dia sagrado da Páscoa,estando num eremitério distante e sem poder mendigar, Francisco pediu esmola aos próprios irmãos, como peregrino e pobre, em memória d’Aquele que, naquele dia, aparecera aos discípulos na estrada de Emaús sob a figura do peregrino. E tendo-a recebido com humildade, instruiu-os nas divinas letras, exortando-os a que no deserto deste mundo se julgassem peregrinos e estrangeiros, isto é, como verdadeiros israelitas, e a que celebrassem continuamente em pobreza de espírito a Páscoa do Senhor, ou seja, o trânsito desta vida à vida eterna, a passagem deste mundo para o Pai” ( LM, VII, 9).
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Domingo de Ramos
O Domingo de Ramos, com hosanas, saudações e louvores, prefigura a vitória de
Cristo sobre a morte e o pecado. É o portal de entrada para a Paixão
de Cristo: a Semana Santa inicia-se com ele. Que lições ele nos traz?
Que frutos e graças dele podemos tirar?
O Domingo de Ramos é a comemoração litúrgica que recorda a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém onde Ele iria celebrar a Páscoa judaica com seus discípulos.
Ele é o portal de entrada da Semana Santa. É no Domingo de Ramos que se inicia a Semana da Paixão. É o dia em que a Igreja lembra história e a cronologia desses acontecimentos para dele tirarmos uma lição.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
A serviço do Evangelho e da fraternidade: uma proposta franciscana
“Vamos começar a servir a Deus, meus irmãos, porque até agora fizemos pouco ou nada.” (1Cel 103,3; LM 14,1)
Por Frei Luiz Pinheiro Sampaio, OFMCap
A caminhada franciscana, enquanto serviço, deve ser pautada pelo Evangelho nas dimensões concretas da vida. Deve haver uma estreita relação entre as realidades da Palavra e do cotidiano. Em todo o seu peregrinar, São Francisco e Santa Clara de Assis harmonizaram muito bem essas dimensões. Para eles era impossível separar o Evangelho da vida e vice-versa. Portanto, quando falamos de serviço evangélico e de fraternidade evangélica precisamos ter diante de nós, franciscanos e franciscanas, a compreensão de que estamos servindo a Jesus Cristo (Evangelho do Pai) e à Fraternidade, que abrange a comunidade de irmãos e irmãs (koinonia), a igreja-povo de Deus (ecclesia), a sociedade humana e a ecologia (a harmonia entre as pessoas e todas as criaturas).
Para os iniciadores do Movimento Franciscano, o compromisso assumido significava não descansar nunca nem se acomodar frente aos desafios e apelos concretos da existência humana. Entretanto, encontramos no seio da Fraternidade franciscana, de ontem e de hoje, quem acha mais fácil servir ao Evangelho como algo maravilhoso e bonito, aquilo que agrada e é suave, sem amargor e dificuldades. Para São Francisco, o amargo se lhe transformara em doçura (Test. 1), pois aprendera a encarar as mazelas da vida com muita coragem. É neste sentido que o Santo se posicionava tenazmente contrário ao irmão que não assumia a própria vocação de frade menor. A quem agia desse modo, ele dava o apelido de “irmão mosca”, porque, como tal, não contribuía com nada e só queria se beneficiar das coisas da Fraternidade.
sábado, 25 de janeiro de 2014
PERTO OU LONGE, O OUTRO É SEMPRE IRMÃO
Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM
Bem-aventurado o servo que tanto ama e respeita o seu irmão quando este estiver longe dele como quando estiver com ele; e não disser por trás dele aquilo que, com caridade, não pode dizer diante dele ( Admoestação XV)
- O tema do respeito e da reverência para com o irmão é fundamental para todos os cristãos e, de modo particular, para nós franciscanos. Constituímos fraternidades em diferentes níveis. Em todos os lugares e cantos somos conhecidos como irmãos, membros que tratam seus pares com a delicadeza reverente do irmão. Ao longo do tempo da vida trabalhamos a fraternidade, melhoramos nosso jeito de ser irmão. Esmeramo-nos em não ofender o amor fraterno.
- Tudo começa com essa consciência dos cristãos: temos todos um e mesmo Pai. Ele sonhou e “inventou” cada um de nós. Uns e outros saímos do seio de Deus, do coração de Deus, como os irmãos de sangue nascem do seio da mesma mãe. Assim, diante do Pai estamos ligados para sempre. Não podemos e não queremos nos separar uns dos outros.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
A Coroa de Advento
Desde a sua origem a Coroa de Advento possui um sentido especificamente religioso e cristão: anunciar a chegada do Natal sobretudo às crianças, preparar-se para a celebração do Santo Natal, suscitar a oração em comum, mostrar que Jesus Cristo é a verdadeira luz, o Deus da Vida que nasce para a vida do mundo. O lugar mais natural para o seu uso é família.
Além da coroa como tal com as velas, é uso antigo pendurar uma coroa (guirlanda), neste caso sem velas, na porta da casa. Em geral laços vermelhos substituem as velas indicando os quatro pontos cardeais. Entrou também nas igrejas em formas e lugares diferentes, em geral junto ao ambão. Cada domingo do Advento se acende uma vela. Hoje está presente em escolas, hotéis, casas de comércio, nas ruas e nas praças. Tornou-se mesmo enfeite natalino. Já não se pode pensar em tempo de Advento sem a coroa com suas quatro velas.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Advento, caminhada para o Natal do Senhor
Por: Frei Alberto Beckhäuser, OFM
Advento significa vinda, chegada! Advento é tempo de preparação para a vinda do Senhor, bem como a própria vinda na celebração, pela mudança de vida, a prática da justiça e da caridade.
Natal significa nascimento, nascimento de Jesus Cristo. É vinda de Jesus Cristo, vinda celebrada e atualizada na celebração do seu Natal. O nascimento de Jesus Cristo é o centro das festividades do Natal.
As celebrações do ciclo de Natal referem-se à vinda de Deus para morar entre os seres humanos. No centro de tudo está o Menino Deus envolto em faixas, e não o papai Noel com seus presentes nem a Ceia de Natal. Este seria o natal do comércio alimentado pelo consumo.
Natal é a festa da vida que nasce, a festa do maior presente que Deus concedeu à humanidade, seu Filho, Jesus Cristo. Na Vida que nasce a humanidade celebra o dom da vida de todos. A alegria pelo dom da vida se expressa bem através dos presentes e da Ceia de Natal. Contudo, a melhor maneira de celebrar o Natal do Senhor consiste em participar da Ceia do Senhor, a Eucaristia.




