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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

“O lado divino do Senhor”


Frei Almir Ribeiro Guimarães

Sobre esta árvore o Senhor, como um valente guerreiro, ferido diante combate em suas mãos, nos pés e em seu lado divino, curou as chagas de nossos pecados, isto é, curou a nossa natureza ferida pela serpente venenosa (Teodoro Estudita, Liturgia das Horas  II, p. 610)
cruxifixo
1. O valente guerreiro caminhou a passos decididos rumo a Jerusalém onde haveriam de se dar os acontecimentos últimos de sua trajetória. Abandonado por todos, aparentemente até mesmo pelo próprio Pai,  Jesus experimenta o frio da solidão.  Houve feridas em seu interior:  a incompreensão dos religiosos de seu povo, a indiferença de tantos, a negação dos próximos mais próximos. Houve a cruz e as feridas de seus membros:  mãos, pés e a ferida do seu lado divino. Os místicos sempre ficaram fascinados com essa ferida do lado divino.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A força na fragilidade

Frei Almir Ribeiro Guimarães


“A força de Cristo te criou, a fraqueza de Cristo te recriou. A força de Cristo fez com que existisse o que não existia; a fraqueza de Cristo fez com que o que existia não viesse a perecer; criou-nos com sua força, nos resgatou com sua fraqueza”  (
Santo Agostinho)

1. Não cessamos, ao longo do caminho de nossa vida cristã, de contemplar as misericórdias que Deus fez e vai derramando em nossa vida, na  vida da Igreja e nos corações das pessoas retas e de boa vontade através do irrestrito amor do  Senhor Jesus.  Sim, dizemos bem,  Senhor.  Hoje o contemplamos sempre como aquele que venceu a morte e está no meio de nós na qualidade de Ressuscitado. Por isso, é o Senhor Jesus. Ele, o vivo, nos fala, nos alimenta, nos encoraja, pede asilo em nosso interior. Mas, nesse empenho de alimentar o enamoramento pelo Esposo,  não podemos deixar de meditar no Cristo histórico, nas circunstâncias que cercaram os últimos momentos de sua vida, na força que existia em sua fragilidade.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

1º Sexta-feira do Mês - Ternura do Poverello pelo Coração do Senhor

Frei Almir Ribeiro Guimarães

Aprendemos, ao longo de nossa vida, a nos colocar reverentes diante do Cristo Jesus, sol, caminho, verdade, vida, pão de nossas vidas.  Temos plena convicção de que Jesus, o Filho de Deus feito homem na carne de Maria, hoje vive entre nós na qualidade de Ressuscitado.  Cada vez que pensamos em Jesus, recordamo-nos de seu amor que foi até o fim, até o esvaziamento de tudo que nele existia pela fresta do coração, pela cavidade de seu peito aberto. Francisco de Assis demonstrou um imenso amor pelo Cristo que ama até o fim.
Cristo é o Bom Pastor. “Irmãos, todos prestemos atenção ao Bom Pastor que, para salvar suas ovelhas, suportou a Paixão da cruz. As ovelhas no Senhor seguiram-no na tribulação e na perseguição, na vergonha e na fome, na enfermidade e na tentação e em outras coisas mais e a partir disso receberam a glória eterna” (Adm n.VI).  Esse Jesus tão puro e tão belo é o Pastor que dá a vida pelos seus.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CONSERVAR O AMOR DO SENHOR NA MENTE E NO CORAÇÃO

 

Ama-me como eu te amo.  Conserva-me em tua mente e em tua memória; em tua vontade, em teu suspiro; no gemido e no soluço”  (Balduíno de Cantuária, bispo do sec. XII).sagradocoracao