terça-feira, 16 de julho de 2013

A Eucaristia: uma perspectiva franciscana

            No centro da fé cristã da Igreja está o Mistério Eucarístico (cf. PO, n.º 6). Presença real do Verbo Encarnado (cf Jo 1, 1-5). Sua fonte e ápice (cf. SC n.11). Seu tesouro espiritual (cf. PO n. 5), sinal da presença de Deus no mundo (cf. AG n. 15), unidade da Igreja (cf. UR n. 2). Centro e cume de toda a vida da comunidade cristã (cf. CD n. 30). É nossa antecipação à  vida eterna, quando Deus será tudo em todos (cf. 1Cor 15,28). Temos esta certeza porque o cristianismo vive da fé de que Jesus Cristo permanece para sempre junto de quem o segue: “ eis que estou convosco todos os dias, até o fim  do mundo” (cf. Mt 28, 19). Mas, não se trata de uma presença física, mas de uma presença que só podemos sentir e verificar com os sentidos da fé, do coração, da experiência e do encontro com Ele. Deus se faz presente no meio de nós através de diversos modos e momentos: quando estamos em comunhão com toda a Igreja, quando somos obedientes aos mandamentos de Deus e da Igreja, quando nos reunimos para a oração, para a vida de comunhão fraterna, para a correção fraterna, para a partilha das alegrias e sofrimentos. Porém, a mais real das presenças de Jesus Cristo em nosso meio é aquela da Eucaristia, onde Ele quis dar-se e entregar-se na forma de sacramento (cf. Texto-base: 15 CEN, 3). Portando, o mistério da presença de Deus nos acompanha ao longo de nossa existência como povo de Deus (cf. LG n. 9). Foi assim desde o início (cf. LG n. 2) e continuará por todos os séculos, porque o Filho de Deus se fez presente e nunca nos deixará até o momento da consumação na glória celeste (cf. LG n.48). Agraciados pela sua presença, somos convidados todos os dias a contemplar o verdadeiro Amor: Cristo Eucarístico. Esta presença nos enriquece e fortalece. Saborear sua presença é ter total confiança, pois nossa confiança é sempre contemplar o “Mistério no mistério” (cf. NMI, 25). Contemplamos o Tudo de todos, o Ser de todos, a Perfeição de todos. É a contemplação do sacrifício da Cruz que nos trouxe a nova vida pela morte e ressurreição do Senhor (cf. SC n. 47).

segunda-feira, 15 de julho de 2013

15 de Julho - São Boaventura de Bagnoreggio

Por: Papa Bento XVI* (Audiência Geral de 03/03/2010)

Hoje gostaria de falar de São Boaventura de Bagnoregio. Confesso-vos que, ao propor-vos este argumento, sinto uma certa saudade, porque volto a pensar nas pesquisas que, como jovem estudioso, fiz precisamente sobre este autor, que me é particularmente caro. O seu conhecimento influiu em grande medida na minha formação. Com muita alegria, há alguns meses, fui em peregrinação à sua terra natal, Bagnoregio, uma pequena cidade italiana no Lácio, que conserva com veneração a sua memória.

Tendo nascido provavelmente em 1217 e falecido em 1274, ele viveu no século XIII, uma época em que a fé cristã, radicada profundamente na cultura e na sociedade da Europa, inspirou obras imperecíveis no campo da literatura, das artes visuais, da filosofia e da teologia. Entre as grandes figuras cristãs que contribuíram para a composição desta harmonia entre fé e cultura sobressai precisamente Boaventura, homem de ação e de contemplação, de profunda piedade e de prudência no governo.

domingo, 7 de julho de 2013

Francisco de Assis e o apelo evangélico

1. Lá vai ele, esse Francesco da cidade de Assis. O coração dava muitas voltas dentro de seu peito. Não era mais o filho de Pietro Bernardone e de Dona Joana.  Era e não era. Estava mudado e transformado. Melhor dizendo: estava se transformando. A borboleta ainda não tinha saído completamente do casulo. As pessoas se davam conta do processo de mudança. Francisco, fazendo sua caminhada… viajou até os cantos mais recônditos de seu interior, deu hospitalidade ao Espírito. Ficou meio pensativo… beijou um leproso… se vestiu de trapos para sentir na carne a dureza da pobreza e de ser um pedinte de esmolas. Homens bons e retos de Assis vinham ter com ele querendo viver sua vida… mas ele se sentia meio perdido. Na verdade o que Deus estava querendo dele?

terça-feira, 2 de julho de 2013

Carisma missionário

 

Francescocoa‘Se, pois, houver irmãos que quiserem ir para entre os sarracenos e outros infiéis, que vão com a licença de seu ministro e servo… E os irmãos que partirem poderão proceder de duas maneiras espiritualmente com os infiéis: O primeiro modo consiste em se absterem de rixas e disputas, submetendo-se “a todos os homens por causa do Senhor” e confessando serem cristãos. O outro modo é anunciarem a palavra de Deus quando o julgarem agradável ao Senhor’
(Regra Não Bulada 16,3 e 6-8).

São Francisco aspirou ser missionário. Santo Antônio fez-se franciscano a partir do testemunho e do martírio de alguns frades que tinham sido enviados em missão… Portanto, a missão é uma característica fundamental do carisma franciscano.

São Francisco mesmo é quem ensina como os seus irmãos devem ser missionários (veja texto acima).
Seguindo o Cristo, que colocou sua morada no mundo, os franciscanos são chamados a viver seu carisma entre todos os homens e estarem atentos aos sinais dos tempos como instrumentos de Justiça e Paz. (RFF, 32).

Fiéis à própria vocação, os franciscanos encarnam-se em situações concretas do povo com quem vivem, descobrem nele os diversos rostos de Cristo e nele encontram a forma adequada de vida. (RFF, 33).

A família franciscana é em si missionária.

domingo, 2 de junho de 2013

Junho: Mês do Sagrado Coração de Jesus

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A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi sempre muito especial aos franciscanos, a exemplo de São Francisco de Assis, inflamado de seráfico amor por Jesus. Seu coração ardia de amor pelo coração do Mártir Crucificado.

Escreveram e falaram do Coração de Jesus: São Boaventura, Santo Antônio de Pádua, São Bernardino de Sena e muitos outros santos franciscanos.

A festa do Sagrado Coração de Jesus é complemento da do Corpo e Sangue de Cristo, reunindo todos os mistérios de Jesus em um só, que materialmente é o coração de carne de Jesus, espiritualmente quer expressar os infinitos tesouros do amor.

domingo, 28 de abril de 2013

28 de Abril- Dia do Beato Luquésio- Primeiro Franciscano Secular.

Francisco Entrega o habito aos terceiros - VOT de SP

O ideal de pobreza de São Francisco de Assis começou a atrair muitas pessoas nos arredores de Assis. O povo contagiado tratava de desfazer-se de tudo e seguir o santo para com ele fazer penitência, porém São Francisco não consentiu. Logo, pediram-lhe que ao menos lhe indicassem alguma forma de vida, em que de um modo mais perfeito servissem a Deus. Então o Santo, prometeu-lhes no mesmo dia em que pregou aos pássaros dar-lhes uma forma de vida em que todos podiam observar, sem deixar família, nem abandonar suas casas.

Em 1216 Francisco cumpre o prometido entrega o hábito da Penitência aos dois primeiros irmãos da Terceira Ordem Franciscana e são eles o casal Luquésio e Buonadona (também conhecidos no Brasil por Lucio e Bona), poderíamos dizer que Francisco insere, com a fundação da Ordem Terceira, os leigos seculares no âmbito da Igreja, assumindo seu papel como leigos comprometidos numa realidade eclesial que até então era mais voltada para o clero, uma visão que é vista de forma mais ampla e divulgada pela igreja após o Concílio Vaticano II.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ternura do Poverello pelo Coração do Senhor.

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Francisco de Assis e sua paixão pelo Cristo Jesus

Por Frei Almir Ribeiro Guimarães

1. Aprendemos, ao longo de nossa vida, a nos colocar reverentes diante do Cristo Jesus, sol, caminho, verdade, vida, pão de nossas vidas. Temos plena convicção de que Jesus, o Filho de Deus feito homem na carne de Maria, hoje vive entre nós na qualidade de Ressuscitado. Cada vez que pensamos em Jesus, recordamo-nos de seu amor que foi até o fim, até o esvaziamento de tudo que nele existia pela fresta do coração, pela cavidade de seu peito aberto. Francisco de Assis demonstrou um imenso amor pelo Cristo que ama até o fim.

terça-feira, 16 de abril de 2013

16 de Abril: Aniversário de fundação da Ordem Franciscana

 

São Francisco de Assis, o cantor das criaturas, santo do Amor e da Fraternidade, renovador da sociedade no espírito do Evangelho, estigmatizado por Cristo após a sua conversão acolheu os discípulos que queriam ficar sob sua direção. Primeiro, foram doze, depois aumentaram cada vez mais. “A Ordem dos Frades Menores” brotou da mente e do coração de Francisco, que já era todo de Deus e das almas, em Rivotorto, na Porciúncula. Obteve de Inocêncio III a aprovação da Ordem no dia 16 de abril de 1209 verbalmente e, por escrito, de Honório III em 29 de novembro de 1223, com a Bula "Solet annuere". A seus seguidores, o Pobrezinho os entregou seu amor à pobreza, sua mensagem de paz e bem e o código do Evangelho como norma de vida.

Os filhos de São Francisco estão espalhados por todo o mundo e desenvolvem atividades pastorais, missionárias, científicas, educacionais, sociais, de beneficência. Eles são o mais forte movimento no serviço da Igreja. Franciscanos chamam todos os que pertencem às três ordens introduzidas por San Francisco.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Papa Francisco

 

Papa Francisco

Roma, 13 de março de 2013
Aos estimados Bispos Auxiliares,
Ao clero e aos religiosos/as
E a todos os leigos/as da Arquidiocese de São Paulo

Nossa Igreja vive momentos de intensa alegria! No segundo dia do Conclave, foi eleito o novo Papa. Francisco é o seu nome, em memória de São Francisco de Assis. Até agora, ele era o arcebispo de Buenos Aires, na Argentina. Daqui por diante, será o Bispo de Roma e Sumo Pontífice de toda a Igreja Católica. É o primeiro Papa não europeu, um Papa latino-americano, e também o primeiro Papa jesuíta. Tem grande coração de pastor e a escolha de seu nome – Francisco – é muito indicativa: escolha de Deus acima de tudo, simplicidade, fraternidade, amor aos pequenos e pobres, bondade, missionariedade...
Alegremo-nos todos! Agradeçamos a Deus pelo novo Pastor universal da Igreja! No Ano da Fé, Deus está nos dando muitos sinais de esperança e chamados para a renovação da nossa fé.
Que o Espírito Santo inspire sempre as decisões do novo Papa, fortaleça-o no governo da Igreja, como Pastor universal do rebanho do Supremo Pastor. Que nos confirme na fé dos apóstolos e dos santos, como Santo Inácio de Loyola e São Francisco de Assis. Nossa Igreja é bonita pelo que tem de divino. Deixemo-nos santificar pelo Santo que nela habita e a conduz.
Convido todos a acompanharem com sua intensa oração, desde agora, o Papa Francisco. A Missa de inauguração de seu Pontificado será celebrada no dia 19 de março, outro momento significativo: São José é Patrono universal da Igreja. Que ele interceda pelo Papa Francisco e por toda a “família de Jesus” – a Igreja e a humanidade inteira.
Deus abençoe e guarde a todos com sua paz e alegria. Até breve em São Paulo!

Dom Odilio

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo

 

FONTE: Facebook

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O fascínio de São Francisco de Assis

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São Francisco de Assis, uma alternativa humanística e cristã

Por Leonardo Boff

O contato com Francisco produz uma crise muito profunda e salutar. Sua figura envolve os leitores dentro de um círculo luminoso no qual descobrimos nossa mediocridade e lentidão face aos apelos que vêm da verdade mais profunda do coração e do evangelho. Ele conduziu sua vida sempre a partir da utopia e a manteve viva como uma brasa contra todas as cinzas do dia-a-dia e a razoabilidade da história. Incorporou o arquétipo da integração dos elos mais distantes, historizou o mito da reconciliação do céu e da terra, dos abismos e das montanhas. Daí o fascínio que se irradia dele e a catársis humana e religiosa que ele opera.

Diante de Francisco descobrimo-nos imperfeitos e velhos. Ele aparece como o novo e o futuro por todos buscado, embora tenha vivido há 800 anos. Mas este sentimento é sem amargura, pois sua mensagem encerra tanta doçura que o medíocre se sente convidado a ser bom, o bom a ser perfeito e o perfeito a ser santo. Ninguém fica imune à sua convocação vigorosa e ao mesmo tempo terna.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Entenda o significado da oração do Pai-Nosso

Há algum tempo, o Arcebispo Primaz do México, Cardeal Norberto Rivera Carreira, fez um estudo aprofundado sobre a oração do Pai-Nosso e a importância de refletirmos sobre cada trecho. Ele destaca que "a confiança singela e fiel, e a segurança humilde e alegre, são as disposições próprias de quem reza o Pai-Nosso".
Confira abaixo um resumo deste estudo e compreenda a real importância dessa oração:

"Pai Nosso"
Contém a imagem do Pai que tanto amou o mundo e deu a este o Seu único Filho. E quando da invocação de Pai, acrescentamos "nosso", porque estamos saindo de nosso individualismo e reconhecendo em todo homem a mesma dignidade de que nos glorificamos, de sermos filhos de Deus.
"Que estais no céu"
Evoca a morada do nosso Pai, o céu, a nossa pátria, nosso destino, porque o Filho desceu do céu para nos fazer subir com Ele por meio de Sua cruz e Sua ressurreição.

"Santificado seja o Vosso nome"
Pedimos a Deus que Sua santidade se manifeste nos homens, que vença o pecado do mundo, que Sua luz dissipe as trevas do mal e Seu esplendor apareça com maior claridade para que todos os homens O reconheçam.
"Venha a nós o Vosso Reino"
Recordamos que o Reino de Deus é justiça, paz e gozo no Espírito Santo, que os cristãos estão comprometidos a trabalhar intensamente para que os valores do Reino do Senhor sejam vividos no mundo.
"Seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu"
Nós somos radicalmente impotentes para cumprir a vontade do Pai, por isso devemos pedir a Ele que una nossa vontade à de Seu Filho para que possamos cumprir Seus intuitos. Unidos a Jesus e com o poder de Seu Espírito, poderemos fazer a vontade do Pai.
"O pão nosso de cada dia nos dai hoje"
Chama os cristãos a assumir uma responsabilidade efetiva para com seus irmãos, principalmente diante das dificuldades sociais e materiais que abalam a sociedade.
"Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido"
O cristão deve recordar que a misericórdia não pode penetrar em nosso coração até que tenhamos perdoado os que nos ofenderam. E negar o perdão aos irmãos é fechar o coração, mantendo-o duro e impermeável ao amor misericordioso do Pai.
"Não nos deixeis cair em tentação"
Dá-nos a certeza de que a vitória sobre a tentação só é possível mediante a oração.
"Mas livrai-nos do mal"
Remete a uma pessoa: "Satanás, o maligno, o anjo que se opõe a Deus", por quem o pecado e a morte entraram no mundo. O Senhor nos garantiu que só poderemos assegurar a vitória sobre o mal se nos unirmos em Jesus Cristo, porque Ele venceu definitivamente o inimigo com Sua morte e ressurreição.

 

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

QUARESMA – TEMPO DE CONVERSÃO

convertei-vos

Denize Aparecida Marum Gusmão
“Irmãos e irmãs, vamos começar de novo”. Sem dúvida, com mais intensidade, neste Ano da Fé, escutando o apelo do papa Bento XVI em sua mensagem para a quaresma, pedindo aos católicos que não separem Fé e Caridade: “Não devemos separá-las, ou inclusive opô-las, fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas. É equivocado ver nelas um contraste ou uma 'dialética”.
Aproximamos de um tempo privilegiado no calendário litúrgico da Igreja: o Tempo Quaresmal.
A quaresma é a porta de entrada do tempo pascal. É uma preparação, um convite à participação na morte com Cristo, para poder participar da ressurreição. Na quaresma, enfatiza-se a conversão: “Convertei-vos, porque o reino de Deus está próximo”.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O que é espiritualidade franciscana?

JCC

A espiritualidade cristã constitui o horizonte mais amplo em que se emoldura a espiritualidade franciscana. Pode-se dizer que espiritualidade franciscana é uma maneira original de viver a espiritualidade cristã, um modo específico de pensar, de viver e de colocar em prática o Evangelho de Jesus Cristo. Uma forma de situar-se no mundo, diante de Deus e dos homens, uma forma de relacionar-se com toda a realidade: pessoas, coisas, Deus.
Quando se fala de espiritualidade franciscana, está-se falando da espiritualidade de um grupo que busca partilhar, entre si e com a sociedade em que vive, o seu modo de viver que teve seu início com Francisco de Assis. É praticamente impossível compreender a espiritualidade franciscana, se não soubermos pelo menos um pouco sobre Francisco de Assis. Isso porque ele encarnou tão profundamente a espiritualidade do Evangelho em sua existência que se torna impossível falar da espiritualidade franciscana sem falar da existência de Francisco. Espiritualidade e existência identificam-se em Francisco.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Os valores da Espiritualidade Franciscana

Frei Regis Daher
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Da vida e do modo de ser de São Francisco nasceu uma inspiração de vida, um caminho. A espiritualidade franciscana é fundamentalmente seguimento do Cristo pobre, humilde e crucificado. E o seguimento torna-se um encantamento, que por sua vez leva à configuração com o Cristo.

Algumas características desta espiritualidade:

1. Espiritualidade evangélica
'A vida e a regra' franciscana é o próprio evangelho; vida de conversão para o evangelho.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mensagem de Bento XVI para o dia Mundial da Paz – 2013

BEM-AVENTURADOS OS CONSTRUTORES DA PAZ

Bento

1. Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspectiva, peço a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.

À distância de 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que permitiu dar mais força à missão da Igreja no mundo, anima constatar como os cristãos, Povo de Deus em comunhão com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na história compartilhando alegrias e esperanças, tristezas e angústias, [1] anunciando a salvação de Cristo e promovendo a paz para todos.

Na realidade o nosso tempo, caracterizado pela globalização, com seus aspectos positivos e negativos, e também por sangrentos conflitos ainda em curso e por ameaças de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo o homem e do homem todo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Humanismo Franciscano e Ecologia

Frei Miguel Negreiros

É evidente que não vou tratar aqui do HUMANISMO como doutrina dos humanistas do Renascimento, nem vou tratar da Ecologia como tratado do meio ambiente. Aqui entende-se por Humanismo Franciscano a visão do homem e da mulher inspirados em S. Francisco e em Sta. Clara. Entende-se por Ecologia a visão e as atitudes dos franciscanos no relacionamento com a Irmã Mãe Natureza. Segundo José António Merino (José António Merino, Vision Franciscana de la Vida Quotidiana, Ediciones Paulinas, Madrid - 1986), em quem me inspirei para preparar esta conferência, poderemos sintetizar em 7 pontos a maneira como o homem, ao longo da história, se relaciona com o mundo: PÂNICO. ASSOMBRO. RESPEITO. RACIONALIZAÇÃO. DESENCANTO. EXPLORAÇÃO e finalmente REDESCOBERTA de que o mundo é a nossa CASA.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Vocação e a formação franciscana

Por frei Mauro Alves da Rosa

iFranciscanisnoA formação franciscana é baseada no encontro pessoal com o Senhor e começa com o chamado de Deus e a decisão de responder a este chamado nos passos de São Francisco de Assis. Caminhar sobre as pegadas do Cristo, pobre e crucificado, como discípulo sob a ação do Espírito Santo.

A vocação franciscana é um processo contínuo, de crescimento e de conversão que compromete a vida de qualquer pessoa que se sinta chamada a fazer a experiência de São Francisco de Assis. Nesse processo, o vocacionado deverá crescer nas dimensões humana, cristã e franciscana. Quem se sente chamado a viver o franciscanismo deve desenvolver as dimensões humanas, cristãs e franciscanas, comprometendo-se com o espírito de oração, a devoção e a vivência em fraternidade e minoridade.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Itinerário Franciscano

 

SF. ..A página deste número foi tirada do livro: Itinerário da Alma Franciscana, de Frei Leão Veuthey, OFMConv.. traduzido do italiano e publicado pelos franciscanos de Montariol-Braga em 1948. Tiramos uma página do fundo do baú!

Que não se estranhe o jeito “português” de escrever. Que não se critique um certo estilo antigo de falar das coisas. Há, quem sabe, aqui ou ali, uma concepção de espiritualidade meio superada. Cada um leia o texto com senso crítico. Os círculos ou grupos vocacionais franciscanos poderão, com proveito, refletir sobre este tema.

1. Itinerário de vida

Antes de empreender uma grande viagem, começa-se por organizar o itinerário: o termo que se deseja alcançar, o caminho a seguir, e os diversos meios necessários e apropriados para chegar ao fim. Ora, o homem é um viageiro sobre a terra; vai passando por um tempo muito breve, sempre a caminho da eternidade, para onde o impele uma força irresistível, uma necessidade insuperável.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Silêncio e contemplação em Clara de Assis

Frei Almir Ribeiro Guimarães

Na esteira da comemoração dos oitocentos anos do carisma clariano, continuamos a refletir sobre a figura ímpar desta notável fundadora de um estilo original de vida evangélica e contemplativa na Igreja.  Apoiados no texto da Irmã Angela Emmanuela  Scandella, OSC,  Chiara ‘Alta donna di contemplazione’, Sette parole per il nostro ‘oggi’, in  Italia Francescana 2012/1, p. 17ss,  vamos refletir sobre o silêncio e a contemplação. Limitar-nos-emos a citar os elementos evidenciados pela autora.

Silêncio

sábado, 22 de dezembro de 2012

Na última catequese do ano, Papa reflete sobre a fé de Maria

Queridos irmãos e irmãs,
No caminho do Advento a Virgem Maria ocupa um lugar particular como aquela que de modo único esperou a realização das promessas de Deus, acolhendo na fé e na carne Jesus, o Filho de Deus, em plena obediência à vontade divina. Hoje, gostaria de refletir brevemente convosco sobre a fé de Maria a partir do grande mistério da Anunciação

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Deixemo-nos penetrar pela sabedoria de Deus

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Terça-Feira, 4 de Dezembro de 2012
1ª Semana do Advento

 

Evangelho (Lucas 10,21-24)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

21Naquele momento Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

 

O tempo litúrgico do Advento faz brilhar a luz de que tanto necessitamos. Luz essa que ilumina a escuridão em nosso mundo. Escuridão dos nossos erros e das nossas desesperanças. A luz que acendemos neste tempo traz-nos uma certeza consoladora: Deus jamais nos abandona e está sempre presente na história da nossa vida.

O Evangelho de hoje nos apresenta o Reino com características diferentes daquelas que estamos habituados a verificar nas nossas sociedades. Para Cristo, o Reino que se avizinha inverterá os valores e realidades humanas, favorecendo os pequeninos, os simples, os pobres de Deus, os que estão convencidos da própria insignificância e nulidade e se deixam penetrar pela sabedoria de Deus.

Esta é uma compreensão que não vem pelas vias humanas das ciências e das novas tecnologias, mas diretamente comunicada pela virtude do amor de Deus. Os humildes e os simples estão em comunicação direta com Deus, eles “verão a Deus que humilha os de coração soberbo e exalta os humildes de coração” (cf. Lc 1,48).

Assim, todas as vezes que acendemos as luzes da humildade, da simplicidade, do bem, da caridade, do perdão e da paz, fazemos desaparecer as trevas do egoísmo, da vaidade, do orgulho, da soberba e Jesus ergue sua voz ao Pai: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

Deixemo-nos penetrar pela sabedoria divina e não pela orgulhosa sabedoria humana, a fim de que – compreendendo – sejamos merecedores do Reino de Deus presente em nosso meio na pessoa de Jesus Cristo.

Padre Bantu Mendonça

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A toda Bela Maria!

Por Frei Almir R. Guimarães, OFM

Esta comemoração de Nossa Senhora deseja ressaltar a doação que a Virgem Maria faz de si mesma desde o começo de sua trajetória.

Maria… Mãe do Senhor e nossa mãe! Não nos cansamos de entregar nossa vida a esta que é hoje a Senhora da Glória.

Deus belo e grande não podia guardar para si a fogueira de amor que é sua essência. O amor tende e busca a se difundir. Desde toda a eternidade o Senhor quis comungar a plenitude de sua vida com os homens e mulheres que saiam de suas mãos criadoras. Quis desde toda a eternidade que seu Verbo se fizesse carne, braços, pernas, rosto, coração. Num dado momento, na plenitude dos tempos, ele haveria de assumir a condição humana para estabelecer uma comunhão esplendorosa do Deus belo com os homens e mulheres que saíram de suas mãos. Viria ele como o primeiro de todos, como a plenitude da criação e, ao mesmo tempo, como redentor do pecado dos homens.

sábado, 17 de novembro de 2012

Santa Isabel da Hungria, a princesa entre os pobres

Comemoramos hoje a festa de Santa Isabel da Hungria, padroeira dos irmãos e das irmãs da Ordem Franciscana  Secular.  A ela, o Papa Bento XVI consagrou uma de suas catequeses semanais. Do texto do Papa extraímos algumas informações e transcrevemos uma  e outra de suas reflexões.

Isabel constituiu-se numa figura da Idade Média que sempre suscitou muito interesse, conhecida como Isabel da Hungria, mas também Isabel da Turíngia. Nasceu em 1207 na  Hungria. Seu pai era André II, rico e poderoso rei da Hungria. Para reforçar os laços familiares, o soberano havia se casado com uma condessa alemã Gertrudes de Andechs-Merania, irmã de Santa Edwiges, que era esposa do duque da Silésia. Estamos no ambiente dos nobres e dos grandes da terra, de reis e rainhas, duques e duquesas, príncipes e princesas. Isabel viveu na corte da Hungria apenas nos primeiros anos de vida com  uma irmã e três irmãos.

Sua infância foi interrompida quando cavaleiros vieram buscar a menina para levá-la para a Alemanha central.  Seu pai havia determinado que ela viesse a se tornar princesa  da Turingia.  “Segundo os costumes daquele tempo, de fato, seu pai havia estabelecido que Isabel se convertesse em princesa da Turíngia. O landgrave ou conde daquela região era um dos soberanos mais ricos e influentes da Europa no começo do século XIII  e  seu castelo era centro de magnificência e cultura. Mas, por detrás das festas e da glória, escondiam-se as ambições  dos príncipes feudais, geralmente em guerra entre eles e em conflito com as autoridades reais e imperiais.  Neste contexto, o conde Hermann  (Hermano) acolheu com boa vontade o noivado entre seu filho  Ludovico e a princesa húngara”. Vivendo nesse quadro, a menina que vinha da Hungria, mais tarde iria revelar-se uma mulher voltada para a pobreza e miséria.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Que expressão tem a OFS na Igreja e no mundo hoje?

Frei Almir Ribeiro Guimarães

Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas  obras glorifiquem vosso Pai
que está nos céus  (
Mt  5, 16)

Os franciscanos seculares ajam  sempre  como fermento nos ambientes em que vivem, mediante o testemunho do amor fraterno e de claras motivações cristãs (Const. Gerais OFS, art 19,1)

Santa Angela de Foligno

1. Nós, cristãos,  não queremos “aparecer”  aos olhos dos outros. Não somos dados a  protagonismos, nem andamos à cata de aplausos e de reconhecimento. Fazemos nossa obrigação e saímos de cena. Essa atitude é típica também dos franciscanos. E, no entanto, somos convidados a agir e atuar no mundo,  temos todos a responsabilidade de levar adiante o projeto  de Jesus, projeto que ele nos confiou depois de ter voltado ao Pai. Tudo isso quer dizer  “visibilidade”,  “expressividade”. Não se coloca uma luz debaixo da mesa. O sal precisa salgar. O fermento necessita fermentar. Somos convidados a refletir sobre a expressão que tem a Ordem,  em seus três ramos,  em nossos tempos no coração da Igreja e na sociedade.  A OFS tem o costume de realizar capítulos avaliativos e, talvez,  nesse espaço de partilha e de revisão de vida, se poderia pensar em responder à pergunta-título desta reflexão.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A força na fragilidade

Frei Almir Ribeiro Guimarães


“A força de Cristo te criou, a fraqueza de Cristo te recriou. A força de Cristo fez com que existisse o que não existia; a fraqueza de Cristo fez com que o que existia não viesse a perecer; criou-nos com sua força, nos resgatou com sua fraqueza”  (
Santo Agostinho)

1. Não cessamos, ao longo do caminho de nossa vida cristã, de contemplar as misericórdias que Deus fez e vai derramando em nossa vida, na  vida da Igreja e nos corações das pessoas retas e de boa vontade através do irrestrito amor do  Senhor Jesus.  Sim, dizemos bem,  Senhor.  Hoje o contemplamos sempre como aquele que venceu a morte e está no meio de nós na qualidade de Ressuscitado. Por isso, é o Senhor Jesus. Ele, o vivo, nos fala, nos alimenta, nos encoraja, pede asilo em nosso interior. Mas, nesse empenho de alimentar o enamoramento pelo Esposo,  não podemos deixar de meditar no Cristo histórico, nas circunstâncias que cercaram os últimos momentos de sua vida, na força que existia em sua fragilidade.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Todos vocês são irmãos

- Introdução e Copilação: Fr. Ricardo Aparecido Rodrigues, OFMCap

O CAVALEIRO DE ASSIS

Jovem rebento de uma família emergente do burgo assisense, João, chamado Francisco sonhava
com a glória e as cruzadas. O historiador Franco Cardini conta como um dia, numa igrejinha
fora da cidade o Crucifixo lhe falou. E a história mudou seu curso.

“Cesco, chamou a voz da mãe. Silêncio e calor ao redor, numa sonolenta e avançada tarde italiana. Mais uma vez um convidativo e jocoso: Cesco”. Bater de asas no pátio sob a parreira e o suave azul da paisagem umbra distante, na direção da planície. Assim, num breve relato editado pela primeira vez em 1919, Aus der Kindheit des Heiligen Franz von Assisi, Herman Hesse imaginava um momento da infância de Francisco. As mãos carinhosas da mãe sobre a fronte, o arranjo de mil flores para oferecer à Virgem Maria e os sonhos de um futuro glorioso, um futuro a ser vivido como cavaleiro, como Rolando e Lancelote.

Todos vocês são irmãosTodos os biógrafos de Francisco, e há mais de um século já foram tantos, se curvaram com mais ou menos atenção sobre a obscuridade dos seus anos de infância e da primeira adolescência: anos silenciosos, tidos no entanto unanimemente como decisivos, durante os quais se forjou aos poucos, dia a dia, um homem que iria ensinar ao mundo um modo diferente de sentir e viver o cristianismo, mais ainda sentir e viver o Cristo. Convertido, no jovem que se despe nu, coram patre, e que expõe “obsequiosamente sua dura intenção” ao papa Inocêncio III, se procu-rou perceber, mais de uma vez, a sombra do garo-to de Assis que ele fora, em busca quase, muito além da escassís-sima documentação, sinais premonitórios de um destino excepcional.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

1º Sexta-feira do Mês - Ternura do Poverello pelo Coração do Senhor

Frei Almir Ribeiro Guimarães

Aprendemos, ao longo de nossa vida, a nos colocar reverentes diante do Cristo Jesus, sol, caminho, verdade, vida, pão de nossas vidas.  Temos plena convicção de que Jesus, o Filho de Deus feito homem na carne de Maria, hoje vive entre nós na qualidade de Ressuscitado.  Cada vez que pensamos em Jesus, recordamo-nos de seu amor que foi até o fim, até o esvaziamento de tudo que nele existia pela fresta do coração, pela cavidade de seu peito aberto. Francisco de Assis demonstrou um imenso amor pelo Cristo que ama até o fim.
Cristo é o Bom Pastor. “Irmãos, todos prestemos atenção ao Bom Pastor que, para salvar suas ovelhas, suportou a Paixão da cruz. As ovelhas no Senhor seguiram-no na tribulação e na perseguição, na vergonha e na fome, na enfermidade e na tentação e em outras coisas mais e a partir disso receberam a glória eterna” (Adm n.VI).  Esse Jesus tão puro e tão belo é o Pastor que dá a vida pelos seus.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Francisco de Assis, como eu o vejo

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Maria Aparecida Crepaldi (*)

1. Um jovem que ainda não tinha despertado para o verdadeiro sentido da vida. Nascido num berço burguês por parte do pai Pietro Bernardone, teve a graça de esmerada educação por parte da mãe, D. Hortolana, de origem francesa. Em sua juventude, tornou-se líder de um grupo de amigos que gostava de aproveitar as festas e toda diversão que lhes oferecia a sociedade de Assis.

2. Deparou-se com uma rebelião dentro dele. Refletia e como sentia grande angústia por não ter claras as respostas, começou a buscar a Deus com toda sinceridade e humildade de coração. Pensando em ser Cavaleiro na Guerra entre Perusa e Assis, ficou um ano preso, voltou derrotado e doente. Tentou novamente ir para a Guerra de Apúlia, mas começou a acontecer-lhe coisas diferentes, e, por outro lado, já não aceitava as atitudes de seu pai. Entre as derrotas e as novidades que vinha descobrindo, Francisco sentia um turbilhão de coisas que era preciso entender bem. Quando começou a dar-se conta da vida que levava, da esperteza de seu pai com os clientes, dos miseráveis que não tinham o que comer, que eram escravos no trabalho e não tinham quem os defendesse e tantas outras coisas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Trânsito de São Francisco de Assis

Ao cair da tarde de 3 de outubro de 1226, a febre aumentou e as forças reduziram-se como uma chamazinha que sai e não sai do pavio quase seco de óleo. Então Francisco quis ser colocado sobre a terra e pediu que cantassem. E ele também cantou, com os seus, o salmo 141, que fala do desejo de ir para Deus:

“Em voz alta ao Senhor eu imploro,
em voz alta suplico ao Senhor!
Eu derramo na sua presença
o lamento da minha aflição,
diante dele coloco minha dor!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Teresinha: o caminho das coisas modestas

Por Frei Almir R. Guimarães, OFM

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Teresinha do Menino Jesus é uma santas mais veneradas em toda a face da terra. Teresa aparece no diminutivo. Talvez em contraposição com Teresa d’Ávila, conhecida como a “grande Teresa”.
Teresinha viveu apenas 24 anos. Um vida curta. Nasce numa família profundamente cristã. Cresce junto com irmãs que como ela buscam a Deus. A alma daquela família eram o pai e mãe que a Igreja também considera dignos das honras dos altares.

Sim, Teresinha nasce no seio de uma família que busca a Deus. Nunca é demais, sobretudo nesses tempos que são os nossos, falar da importância fundamental de uma verdadeira família cristã que possa acompanhar os primeiros tempos da vida de uma pessoa.